Não é um diário, são passos dados ao longo do tempo quer socialmente, quer espiritualmente
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quarta-feira, 21 de maio de 2025
sexta-feira, 16 de maio de 2025
IGREJA CATÓLICA ORTODOXA HISPÂNICA
Acerca da alínea II
Clarificação do que significa o termo Católico Ortodoxo de Rito Latino, e da Fé que se é obrigado, a Confessar diante de tal realidade eclesial. ---
1- Infelizmente, ainda se assiste nos fiéis assistidos pelo clero da ICOH, algumas dúvidas ou ideias confusas do que significa ser-se um cristão Católico Ortodoxo. Essas confusões têm trazido à própria comunidade alguns ERROS DE VIVÊNCIA DA FÉ, em consequência de uma má preparação catequética, da incúria e mesmo do silêncio dos responsáveis da formação religiosa, e até mesmo dos fiéis de quererem continuar a praticar, a impor devoções, entre outras situações particulares, que são contrárias à Fé e Doutrina da Igreja Católica Ortodoxa Hispânica.---
2- O termo Católico não deve ser entendido; como muitos querem forçosamente; como um crente agregado à Igreja Católica Romana. Nós cristãos da ICOH NÃO SOMOS FIÉIS CATÓLICOS ROMANOS, mas sim fiéis Católicos Ortodoxos Hispânicos!---
3- A palavra Católico significa Universal, e na prática designa a Revelação e a Fé que nos foi legada por Deus, na sua Trindade, para a salvação de toda a humanidade, e não somente para uma parcela dos cristãos que se designam por Católicos Romanos. A própria Igreja Católica Ortodoxa Hispânica, é ela mesma uma filha da Igreja fundada sobre os alicerces dos Apóstolos, da qual está em pé de igualdade, de dignidade e de Sucessão Apostólica legítima e intocável, a par de outras igrejas irmãs Católicas e Ortodoxas.---
4- Assim, os fiéis da ICOH, bem como os clérigos, são obrigados pelo seu compromisso baptismal ou de conversão à Fé Católica Ortodoxa, a observar tudo o que é próprio do seu Credo, renunciando a todas as outras práticas devocionais passadas de outras igrejas que tenham frequentado. Sem abraçar em definitivo a Fé da Igreja, e praticar essa mesma Fé, segundo os moldes propostos para a cura e salvação das almas, dificilmente os fiéis enquadrar-se-ão na comunidade; e como consequência essas pessoas alimentam o erro, a heresia e até a apostasia da Fé Católica Ortodoxa, pelo seu não compromisso com a Igreja à qual pediram admissão, e que os acolheu num espírito de caridade e fraternidade, comungando das suas alegrias, bem como das suas tristezas, em confidência e apoio nos vários momentos da vida dos crentes. ---
5- Um dos erros mais comuns que temos assistido, é da confusão para alguns simpatizantes, que vindos de outras comunidades, assistem com fé e devoção aos actos do culto divino nas nossas comunidades, e crêem erradamente que a ICOH se trata de alguma comunidade aliada à Igreja Católica Romana, ou alguma comunidade divergente como os chamados Vétero-Católicos, entre outras expressões ligadas à figura da Igreja de Roma e da pessoa do Bispo de Roma. Queremos mais uma vez elucidar, que isso está errado, pois NÃO CONFESSAMOS A FÉ CATÓLICA ROMANA, mas sim a Fé Católica Ortodoxa.---
6- A adopção de um Rito Litúrgico Latino (não romano), ao contrário do que alguns detractores possam acreditar; de ser um elemento chamativo em comparação ao Rito Romano; não teve como fundamento a imitação dos gestos de outras igrejas, mas sim o seguimento da regulamentação da própria Igreja Ortodoxa Oriental, onde os Veneráveis Patriarcas do Oriente, aceitam e aconselham as comunidades ocidentais de Tradição Latina, a adoptar os chamados Ritos Litúrgicos Históricos das Igrejas Locais, e a fazer a sua devida adaptação para a fé e vivência Católica Ortodoxa. Para Portugal adoptou, esta jurisdição, elementos do chamado Rito Visigótico (ou Bracarense), com o qual se estabeleceu o Rito Litúrgico Hispano-Visigótico para a Ordem de São Basílio Magno, e o Rito Hispano-Bizantino para as comunidades diocesanas de toda a ICOH.---
7- Mesmo assim, temos conhecimento da PERSISTÊNCIA ABUSIVA DO USO DE LIVROS LITÚRGICOS DE OUTRAS IGREJAS, nomeadamente da Igreja Romana, por parte dos clérigos e dos fiéis. Esse uso abusivo não ajuda em nada à conversão dos fiéis da ICOH à Fé Católica Ortodoxa, além de manter parte dos fiéis ligados a devoções e práticas que a Igreja não aceita no seu culto.---
8- Assim, para evitar erros posteriores e de forma a ajudar os fiéis a encontrar o verdadeiro caminho da fé e da salvação como proclama a Fé Católica Ortodoxa, enunciamos de uma forma geral os pontos gerais que DEVEM SER CORRIGIDOS e colocados em prática o quanto antes:---
a) Acerca de Deus:
Confessamos que Deus é Um, e que se manifesta em Três Pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.---
Quem assim não acreditar seja anátema!---
b) Acerca de Deus Pai:
Confessamos que o Pai é o Criador de todas as coisas criadas e incriadas, das coisas visíveis e invisíveis, do céu e da terra. É do Pai que tudo procede na Ordem Divina da Criação e da Salvação eterna.---
c) Acerca de Deus Filho:
Confessamos que Jesus Cristo é o Filho Unigénito de Deus, que veio à terra para cumprir o plano de salvação, ordenado pelo Pai. Em Jesus confessamos que Ele é verdadeiramente Deus e Homem, uma Pessoa com duas Naturezas, a divina e a humana. Cremos que Jesus se entregou voluntariamente à morte sobre uma cruz, para com a sua vida nos abrir as portas do Céu, assim como acreditamos que Ele ressuscitou passados três dias, tal como anunciaram os Profetas. Cremos que Jesus subiu ao Céu em corpo e alma, onde está sentado à direita do Pai, e que no fim dos tempos de novo voltará à terra, para julgar toda a Criação.---
d) Acerca do Espírito Santo:
Confessamos que o Espírito Santo é o Senhor da Vida, o que anima as criaturas de Deus com o dom da vida. Cremos que o Espírito Santo, segundo as palavras de Jesus Cristo no Evangelho do Apóstolo São João, PROCEDE SOMENTE DO PAI. Cremos que é o mesmo Espírito Santo que tudo santifica, enche de bênçãos e transmite à humanidade as ordens e revelações de Deus. Cremos que o Espírito Santo habita particularmente em cada um de nós, e que é isso que nos faz iguais e semelhantes a Deus, na sua Trindade.---
e) Acerca da Sagrada Theotokos, Maria Santíssima:
Confessamos que Maria nasceu como todas as demais criaturas de Deus, sob a lei do pecado, mas por particular graça de Deus foi escolhida para ser a Mãe de seu Filho Jesus Cristo. Cremos que Maria conservou a sua liberdade de escolha no seu SIM a Deus, para se tornar na Mãe do Salvador. Cremos que Maria ao receber pelo dom do Espírito Santo o seu Filho em seu ventre, se tornou nesse momento e por essa ocasião, Pura e Imaculada, Isenta de todo o Pecado. Cremos que Maria no fim da vida “Adormeceu” no Senhor, e que o seu corpo e alma foram elevados ao Céu, onde se encontra já em glória eterna, sendo a primeira e única criatura humana já com a garantia do selo da eternidade. Cremos que por sua grande dignidade de Mãe de Jesus Cristo, ela é uma intercessora poderosa diante de Deus pela salvação da humanidade.---
f) Acerca dos Santos Anjos:
Cremos que antes da Criação do Mundo, Deus criou o mundo invisível, onde criou para o seu serviço seres puramente espirituais, que designamos por Anjos.
Cremos que Deus determinou várias funções para os mesmos Anjos, agrupando-os numa hierarquia de Nove Coros.
Cremos que os Anjos são mensageiros e auxiliadores de Deus no bom andamento da Criação Universal.
Cremos que à hora da concepção Deus atribuiu a cada ser humano um Anjo particular, que chamamos Anjo da Guarda.
Cremos que antes da Criação do Mundo, uma parte desses Anjos se tornou rebelde à vontade de Deus, sendo expulsos então do Céu, o que deu origem ao que designamos por Inferno. Aos Anjos que foram expulsos damos o nome de Demónios, e a sua missão é oporem-se completamente às ordens de Deus e arrastar os seres humanos à mesma triste condição, e com isso perderem a hipótese da salvação eterna.---
g) Acerca dos Santos:
Confessamos que Deus chama todos os homens e mulheres à santidade. De entre esses homens e mulheres, alguns se destacam por viverem a Fé de forma exemplar e heróica, e se tornam exemplos para todos os fiéis. A esses homens e mulheres, a Igreja designa por Santos, e presta culto de honra e veneração a eles, pois acredita que eles são intercessores diante de Deus, pela cura e salvação das almas. A veneração dos Santos não deve ser confundida com adoração, pois adoração somente é devida a Deus na sua Trindade. A Maria Santíssima, aos Anjos e aos Santos prestasse um culto de respeito, veneração. Era bom que os fiéis corrigissem e afastassem termos de “adoro” entre outros no culto dos Santos, para não incorrer em pecado diante de Deus. O culto das imagens na ICOH segundo o previsto no Código de Direito Canónico no Título XXIV no Capítulo VI, prevê que as imagens podem ser ícones ou estátuas, mas afasta do culto público todas as representações de santos que não estejam devidamente inscritos no Calendário Oficial da ICOH e conforme a Fé da própria Igreja Católica Ortodoxa.---
h) Acerca dos Sacramentos:
A Igreja assume como de Instituição Divina Sete Sacramentos, o Baptismo, a Confirmação, a Eucaristia, a Penitência, a Ordem, O Matrimónio e a Santa Unção. Confessamos que sem a vivência dos sacramentos, segundo o que é proposto pelos Ritos da Santa Igreja, não podemos estar no caminho da verdadeira salvação eterna.---
i) Acerca da Sagrada Escritura e da Tradição da Igreja:
Confessamos que tanto a Sagrada Palavra de Deus; a Bíblia; como a Tradição da Igreja que se revela nos escritos e obras dos Santos Padres, dos Apologistas, dos Santos, assim como na vivência litúrgica dos povos, são fonte de Fé, de Revelação e de Salvação.---
j) Os Sagrados Concílios Ecuménicos:
A Igreja Católica Ortodoxa aceita somente como Ecuménicos e Universais os SETE PRIMEIROS CONCÍLIOS, realizados antes do ano do Grande Cisma de 1054. Nesses Concílios se definiram e estabeleceram as verdades da Fé Cristã, segundo o modelo Apostólico herdado desde Nosso Senhor Jesus Cristo. Qualquer outro concílio posterior não é reconhecido como ecuménico ou universal, e pertence exclusivamente à comunidade eclesial que o convocou, e as suas decisões afectam somente os crentes dessa jurisdição.---
k) Doutrinas e erros NÃO ACEITES na Fé Católica Ortodoxa:---
1- FILIOQUE:
Procedência do Espírito Santo: Esta doutrina que foi pela primeira desenvolvida na Península Ibérica no Terceiro Concílio de Toledo (não ecuménico) no ano de 589, acrescentando ao Credo Niceno-Constantinopolitano a cláusula do Espírito Santo de que Ele procede do Pai “e do Filho”. Esta determinação logo foi condenada, segundo as palavras de Jesus no Evangelho de São João que proclama: “o Espírito procede do Pai”. Mais tarde esta teoria foi defendida pela Igreja Franca com Carlos Magno, mas não aceite pelo Bispo de Roma Leão III, que para reafirmar a Fé e a união da Igreja Católica e Ortodoxa, mandou gravar em duas placas de prata, o texto em grego e em latim, do Credo original sem a introdução do Filioque, e as mandou colocar no altar principal da Basílica de São Pedro do Vaticano, onde se mantiveram até ao século XVI. Só depois do Grande Cisma de 1054, a Igreja Romana assumiu na sua doutrina pessoal esta questão. Como esta situação nunca foi tratada pelo Concilio Ecuménico, a Igreja Católica Ortodoxa mantém o texto do CREDO ORIGINAL. Assim os fiéis da nossa jurisdição, devem nas celebrações litúrgicas e nas suas orações pessoais, usar o texto original e não o texto herético católico romano. Quem assim não o cumprir, seja anátema.---
2- Divina Liturgia (Missa):
A Divina Liturgia é a designação oficial da Igreja Católica Ortodoxa para a celebração que os Latinos; Católicos Romanos entre outras igrejas; entendem como Santa Eucaristia ou Santa Missa. A designação de Divina Liturgia é empregue pela cristandade desde o século II, só mais tarde no Ocidente Latino se desenvolveu o termo “Liturgia” como o conjunto das celebrações dos Sacramentos da Igreja. Essa ideia é tardia, e não corresponde às origens da Fé Católica Ortodoxa Hispânica (Visigótica) que desejamos como Igreja seguir. Assim pedimos aos clérigos que expliquem esta realidade aos fiéis, bem como se torna obrigatória em toda a nossa jurisdição o uso do termo “Divina Liturgia” para designar as celebrações eucarísticas.---
3- Irreverências na Divina Liturgia:
Outra realidade que desejamos chamar à atenção aos clérigos e fiéis católicos ortodoxos, é sobre as IRREVERÊNCIAS QUE SE ASSISTEM em algumas celebrações. Sobretudo durante a celebração da Divina Liturgia, deve-se ter em atenção que estamos na celebração de um Sacrifício, não de uma festa vulgar, onde a improvisação dá lugar às mais variadas manifestações de alegria. A Divina Liturgia não é estática nos gestos e nas atitudes corporais, mas todas elas devem seguir as Rúbricas, que são regras especificas de como o celebrante e os fiéis devem seguir o Rito da Celebração.---
Estas regras existem para criar um bom ambiente de celebração, bem como ajuda o celebrante e os fiéis a viverem bem o que estão a celebrar, e a não cair em improvisos, que muitas vezes e erradamente descaracterizam a celebração e a vulgarizam, como se tornasse numa mera festa, numa simples comemoração, num SHOW DE EXIBICIONISMO, e que retiram, deformam e destroem o verdadeiro sentido do culto a Deus.---
Há momentos próprios para se festejar, mas fora da celebração da Divina Liturgia, e dos momentos solenes de oração comum dos fiéis. Assim determinamos aos clérigos e fiéis que se abstenham de gestos, actos e manifestações impróprias durante a celebração da Divina Liturgia, e dos demais Sacramentos, que não estejam em consonância com os gestos previstos pela Santa Igreja no seu Rito próprio.---
Quem assim não o cumprir, seja anátema.---
4- Os textos comuns da Divina Liturgia:
Como já referimos, a Divina Liturgia e os Sacramentos da Igreja têm regras próprias, que sendo seguidas com obediência e bom entendimento, ajudam tanto os clérigos, como os fiéis a um maior entendimento e desenvolvimento da sua Fé em Deus. Também erradamente se tem assistido algumas vezes a uma tendência de se querer substituir os textos oficiais das orações da Liturgia da Igreja, por adaptações e deturpações heréticas modernas desses mesmos textos, tão em moda noutras Igrejas Cristãs. Isso, além de ser errado, trás um mau entendimento da verdade de Deus que é sempre imutável, reduzindo a Fé Católica Ortodoxa e o culto da Igreja a um serviço de self-service de vontade pessoal, onde mais que a Verdade e a Tradição da Igreja, manda o que cada um quer. Essa “fé”, só a podemos designar de apóstata e herética, e não se alinha com a Fé Apostólica herdada dos Santos Apóstolos. Assim determinamos que os textos comuns da Santa Liturgia como a Confissão, o Kyrie, o Glória, os Hinos próprios dos tempos, as Sequências, o Aleluia, o Credo, o Hino dos Querubins, o Santo, o Cordeiro de Deus, a Confissão da Comunhão, o Hino da Comunhão, sejam lidos, cantados e proclamados fielmente segundo as fórmulas contidas nos Livros Litúrgicos aprovados canonicamente para esta Santa Igreja. Todos os outros textos extra ritual que não se conformem com o modelo oficial da oração da ICOH, elaborados e aprovados por outras denominações, ficam desde já proibidos de serem usados no culto público desta jurisdição.---
Quem assim não o cumprir, seja anátema.---
5- Consagração na Divina Liturgia:
A Divina Liturgia não é um banquete festivo, não é somente uma simples acção de graças, mas sim a Renovação do Santo Sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo sobre a Cruz, de forma incruenta, sem sangue, mas tão real como foi a Sua Paixão, Morte e Ressurreição em Jerusalém. Durante a Consagração das espécies eucarísticas do pão e do vinho, cremos verdadeiramente que elas se tornam para nós no verdadeiro Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, tão real e presente, como está no Céu, à direita de Deus Pai.---
Ao contrário da Igreja Católica Romana que diz que a Consagração se opera pelas Palavras da Instituição: “Isto é o meu Corpo”, “Isto é o meu Sangue”, a Santa Igreja Católica Ortodoxa defende que para haver Presença Real de Jesus na Eucaristia, o celebrante (Presbítero ou Bispo) tem de realizar três orações distintas: o Prefácio, que introduz o tema da celebração do dia e termina com o Hino do Triságio “Santo, Santo, Santo”, as Palavras da Instituição com “Isto é o meu Corpo”, “Isto é o meu Sangue” e com a oração da Epiclese com a grande invocação ao Espírito Santo. Estas três orações são fundamentais, pois cada uma delas honra uma Pessoa da Santíssima Trindade, e só assim a Fé Católica Ortodoxa entende Deus!---
Sem estas três orações conjuntas o Sacrifício Eucarístico é inválido!---
A Fé Católica Ortodoxa não define entre estas três orações um momento particular em que Jesus já esteja presente em definitivo nas Espécies do Pão e do Vinho, mas que entre a realização destas orações, Jesus se torna verdadeiramente presente. Por isso, outra circunstância a chamar à atenção dos fiéis, e que se tem assistido erradamente nas celebrações das comunidades em Portugal, é que antes do término destas três orações; Prefácio, Instituição e Epiclese; é errado se ajoelhar como se Jesus já estivesse em totalidade presente nas Espécies Eucarísticas. O momento exacto para a adoração eucarística durante a Consagração, quando todos se devem ajoelhar, é durante a Epiclese, quando o celebrante (Presbítero ou Bispo) invoca o Espírito Santo sobre os fiéis com a seguinte oração: “Faz com que todos os que aqui participam, sejam confirmados na piedade, encontrem a remissão dos seus pecados, sejam libertos do Maligno e de todos os seus extravios, sejam repletos do Divino Espírito Santo, tornando-se dignos de receber o vosso Cristo, obtenham a vida eterna com a vossa reconciliação ó Mestre Todo-poderoso. Ámen.” Seja pois assim entendido e praticado pelo clero e pelos fiéis desta nossa jurisdição.---
6- Purgatório:
A triste questão do PURGATÓRIO prende-se com a existência da alma após a morte, a sua purificação e salvação.---
No Antigo Testamento, já existe menção à oferta de orações e sacrifícios pelo repouso dos mortos, no Livro dos Macabeus. Os próprios Judeus não desenvolveram uma doutrina formal sobre a vida após a morte, deixando essa questão em aberto, pois havia os partidários da ressurreição, e os partidários de que após a morte nada aconteceria.---
Com Nosso Senhor Jesus Cristo, aprendemos que existe sim um Céu e um Inferno, a salvação eterna ou a condenação da alma humana, a ressurreição final dos corpos dos homens e mulheres em estado glorioso, assim como um Julgamento Final, onde toda a humanidade será julgada. Mas, em nenhuma parte do Novo Testamento; ou mesmo do Antigo Testamento; poderão ser encontradas as bases legais para afirmar a existência do purgatório.---
A Igreja Católica e Ortodoxa, sempre desde o seu início, ofereceu orações e sufrágios pelo repouso dos Fiéis Defuntos, mas por mais de mil anos nunca formulou nada em concreto de um estado purificador após a morte, para “purgar” os pecados cometidos em vida. Essa doutrina começou a ser formulada pela Igreja Católica Romana, já após o Grande Cisma de 1054, a partir do século XIII, ou seja quase trezentos anos após a separação entre o Ocidente Latino e o Oriente Grego. O que herdamos da Igreja Católica e Ortodoxa desde a sua fundação Apostólica, e que foi defendida pelos Santos Padres da Igreja, por teólogos e apologistas, é que após a morte, passamos pelo Julgamento Particular, onde é dado a conhecer à alma as realidades celestiais, bem como todo o trajecto da sua vida terrena. Essa primeira sentença dita à alma o seu lugar de repouso (Céu), ou de sofrimento (Inferno), até à consumação dos tempos, onde ocorrerá o Julgamento Final; que na Fé Ortodoxa se designa por Apocatástase; e onde finalmente as almas se poderão reconciliar (ou não) com o Criador, e serem merecedoras de habitar com Deus no Paraíso. Logo, a Igreja Católica Ortodoxa só admite o que por Revelação Bíblica se designa por Céu e Inferno, sendo o purgatório um estado não provado e não aceite pela Fé da Igreja.---
No entendimento geral da Fé Católica Ortodoxa, o purgatório é um contra censo ao próprio sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Sua Morte e Ressurreição, já que Ele assumiu sobre Si mesmo todo o pecado e maldição da condição humana, carregando sobre Si as nossas dores; logo um lugar espiritual de purificação de almas, que não são perfeitas para o céu, mas também não são merecedoras do inferno, é inconcebível. Essa “purificação” não é realizada senão pela vontade de Deus, e pela oferta da oração da Santa Igreja nas Divinas Liturgias de Requiem (Liturgias de Defuntos), bem como pela oração pessoal dos fiéis na terra pelos que já partiram. Assim, todo e qualquer culto, referência, oração, objectos religiosos entre outros associados às supostas “Almas do Purgatório” estão proibidos dentro da nossa jurisdição, por defenderem uma doutrina, que para os Católicos Ortodoxos, simplesmente não existe e é errada.---
Quem assim não o cumprir, seja anátema.---
7- Indulgências:
Esta doutrina origina-se com o Sacramento da Penitência (Confissão) e evoluiu dentro da Igreja Católica Romana, como uma doutrina própria, que não é aceite por mais nenhuma denominação cristã. As indulgências vieram substituir parcialmente as duras penitências públicas a que os fiéis estavam submetidos no inicio do cristianismo, e se tornavam mais que celebrações de correcção espiritual, em degradantes espectáculos de humilhação pública dos fiéis. A Igreja Romana gradualmente na Europa, começou a substituir as penitências públicas, por acções mais privadas, como a obrigação do jejum, da oração, da esmola, da peregrinação, entre outros. Esta forma misericordiosa ou indulgente, dará origem às indulgências tal como são conhecidas. O problema foi quando as indulgências mais que uma obrigação religiosa ou penitencial, se tornaram um escandaloso negócio da compra e venda da salvação; e foi daí que no século XVI nasceu com Martinho Lutero o movimento Protestante. Hoje as indulgências na Igreja Católica Romana são entendidas não num contexto comercial, mas como uma faculdade do Bispo de Roma (papa) e dos Bispos a si unidos, de perdoar temporalmente os pecados menos graves aos fiéis sem passar pelo sacramento da confissão. Esta doutrina está completamente em desacordo com a Fé Católica Ortodoxa, pois ninguém pode na terra; à excepção de Deus; diminuir, alterar, substituir ou converter os pecados, crimes e vícios dos fiéis, em algo material; sendo então necessária e obrigatória a confissão, penitência e conversão ordinárias que sempre proclamou a Fé Cristã. Assim sendo, é proibido aos fiéis da nossa jurisdição, defender, proclamar ou ensinar esta doutrina, bem como propagar ou celebrar devoções de origem Católica Romana, que prometam a indulgência dos pecados, ou a obtenção de graças divinas em jubileus.---
Quem assim não o cumprir, seja anátema.---
8- Uso das Cores Litúrgicas na Igreja:
Como atrás já referimos, o propósito da Santa Igreja Católica Ortodoxa Hispânica, não é a cópia de doutrinas, gestos ou tradições de outras comunidades eclesiais, mas sim retornar à originalidade Católica Ortodoxa Hispânica, que se viva já desde os tempos Visigóticos, antes do Grande Cisma de 1054. Assim também a Liturgia Geral desta Santa Igreja se alinha em conformidade e Tradição à prática das Igrejas Ortodoxas Orientais. E uma dessas Tradições é sobre o entendimento e uso das cores litúrgicas nas vestes sagradas dos ministros do altar, durante o ano litúrgico. Desde já há alguns anos, a ICOH tem editado para o clero da Igreja, o calendário que gere as celebrações do ano, assim como as cores que têm de seguir e observar, mas infelizmente na prática temos conhecimento que alguns clérigos usam o calendário romano, em vez do calendário da ICOH. As cores são expressões próprias da Liturgia, e se os clérigos e os fiéis teimam em seguir outros calendários, que não o oficial da ICOH, para poderem usar comparativamente as cores como noutras igrejas irmãs, isso é um extremo mau sinal de não obediência à Igreja em que desejam estar inseridos. Não são os clérigos ou os fiéis que determinam o calendário, as cores ou a liturgia a seguir, mas sim a própria Igreja na figura dos seus HIERARCAS (Bispos). Assim a ICOH determinou para seu uso interno litúrgico as seguintes cores para os seguintes tempos:---
a) Dourado (Amarelo): Para as Solenidades, excepto a Páscoa no dia e na oitava;---
b) Branco: Para as Solenidades em substituição do Dourado, para as Festas, para os Profetas e os Santos mais importantes, para as Exéquias da Crianças;---
c) Vermelho: Para o dia de Páscoa e oitava, para Nosso Senhor Jesus Cristo, para o Espírito Santo, para a Santa Cruz, os Santos Apóstolos e Santos Mártires;---
d) Verde: Para a Santíssima Trindade, Domingo de Ramos, Santos e Santas em geral, para o Tempo Comum;---
e) Roxo: Para o Tempo do Advento, para os Domingos da Quaresma, alguns dias particulares da Quaresma, para a celebração da Penitência, para as Exéquias dos Jovens;---
f) Negro: Para os dias feriais da Quaresma, para a Sexta-feira Santa, para as Liturgias de Defuntos, para a celebração das Exéquias dos Adultos, memória de Nossa Senhora das Dores; pode em ocasiões de guerra e epidemias ser usada como cor penitencial;---
g) Azul: Para o Espírito Santo (Vigília de Pentecostes), para as Festas e Memórias da Virgem Santa Maria, para as Festas e Memórias dos Santos Anjos;---
h) Rosa: Usada no Domingo III do Advento (Gaudete) e na sua semana, e no Domingo IV da Quaresma (Laetare) e na sua semana.---
i) Cores Alitúrgicas: apesar de não estarem presentes no calendário da ICOH, havendo pedido e dispensa superior, podem os clérigos requerer ao seu Hierarca directo: a faculdade de usar a cor Rosa nas Festas de Santa Rita de Cássia (22 de Maio), Santa Isabel de Portugal (4 de Julho) e Santa Filomena (10 de Agosto); Violácea (Cor de Vinho) para as Três Semanas da Septuagésima, para a Festa das Cinco Chagas de Cristo (7 de Fevereiro), para as Festas da Santa Cruz (3 de Maio e 14 de Setembro), e memórias da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo; da cor Castanha nas Festas e Memórias de São Pio de Pietrelcina (23 de Setembro), São Francisco de Assis (4 de Outubro), Santa Teresa de Ávila (15 de Outubro), São Pedro de Alcântara (20 de Outubro), São Frei Galvão (26 Outubro), São Nuno Santa Maria (6 de Novembro), São João da Cruz (14 de Dezembro), Santa Macrina, a Maior (14 de Janeiro, de São Paulo de Tebas (15 de Janeiro), dos Santos Mártires de Marrocos (16 de Janeiro), de Santo Antão (17 de Janeiro), São Macário do Egipto (19 de Janeiro), Santa Blesila de Roma (22 de Janeiro), Santa Paula de Roma (26 de Janeiro), Santa Marcela de Roma (31 de Janeiro), Santa Brígida da Irlanda (1 Fevereiro), Santa Maria Egipcíaca (22 de Abril), Santo Onofre (12 de Junho), Santo António de Lisboa (13 de Junho), Santa Macrina, a Jovem (19 de Julho).---
(continua)Ofício Primacial Nº 001/22/GP Acerca da alínea II Clarificação do que significa o termo Católico Ortodoxo de Rito Latino, e da Fé que se é obrigado, a Confessar diante de tal realidade eclesial. --- 1- Infelizmente, ainda se assiste nos fiéis assistidos pelo clero da ICOH, algumas dúvidas ou ideias confusas do que significa ser-se um cristão Católico Ortodoxo. Essas confusões têm trazido à própria comunidade alguns ERROS DE VIVÊNCIA DA FÉ, em consequência de uma má preparação catequética, da incúria e mesmo do silêncio dos responsáveis da formação religiosa, e até mesmo dos fiéis de quererem continuar a praticar, a impor devoções, entre outras situações particulares, que são contrárias à Fé e Doutrina da Igreja Católica Ortodoxa Hispânica.--- 2- O termo Católico não deve ser entendido; como muitos querem forçosamente; como um crente agregado à Igreja Católica Romana. Nós cristãos da ICOH NÃO SOMOS FIÉIS CATÓLICOS ROMANOS, mas sim fiéis Católicos Ortodoxos Hispânicos!--- 3- A palavra Católico significa Universal, e na prática designa a Revelação e a Fé que nos foi legada por Deus, na sua Trindade, para a salvação de toda a humanidade, e não somente para uma parcela dos cristãos que se designam por Católicos Romanos. A própria Igreja Católica Ortodoxa Hispânica, é ela mesma uma filha da Igreja fundada sobre os alicerces dos Apóstolos, da qual está em pé de igualdade, de dignidade e de Sucessão Apostólica legítima e intocável, a par de outras igrejas irmãs Católicas e Ortodoxas.--- 4- Assim, os fiéis da ICOH, bem como os clérigos, são obrigados pelo seu compromisso baptismal ou de conversão à Fé Católica Ortodoxa, a observar tudo o que é próprio do seu Credo, renunciando a todas as outras práticas devocionais passadas de outras igrejas que tenham frequentado. Sem abraçar em definitivo a Fé da Igreja, e praticar essa mesma Fé, segundo os moldes propostos para a cura e salvação das almas, dificilmente os fiéis enquadrar-se-ão na comunidade; e como consequência essas pessoas alimentam o erro, a heresia e até a apostasia da Fé Católica Ortodoxa, pelo seu não compromisso com a Igreja à qual pediram admissão, e que os acolheu num espírito de caridade e fraternidade, comungando das suas alegrias, bem como das suas tristezas, em confidência e apoio nos vários momentos da vida dos crentes. --- 5- Um dos erros mais comuns que temos assistido, é da confusão para alguns simpatizantes, que vindos de outras comunidades, assistem com fé e devoção aos actos do culto divino nas nossas comunidades, e crêem erradamente que a ICOH se trata de alguma comunidade aliada à Igreja Católica Romana, ou alguma comunidade divergente como os chamados Vétero-Católicos, entre outras expressões ligadas à figura da Igreja de Roma e da pessoa do Bispo de Roma. Queremos mais uma vez elucidar, que isso está errado, pois NÃO CONFESSAMOS A FÉ CATÓLICA ROMANA, mas sim a Fé Católica Ortodoxa.--- 6- A adopção de um Rito Litúrgico Latino (não romano), ao contrário do que alguns detractores possam acreditar; de ser um elemento chamativo em comparação ao Rito Romano; não teve como fundamento a imitação dos gestos de outras igrejas, mas sim o seguimento da regulamentação da própria Igreja Ortodoxa Oriental, onde os Veneráveis Patriarcas do Oriente, aceitam e aconselham as comunidades ocidentais de Tradição Latina, a adoptar os chamados Ritos Litúrgicos Históricos das Igrejas Locais, e a fazer a sua devida adaptação para a fé e vivência Católica Ortodoxa. Para Portugal adoptou, esta jurisdição, elementos do chamado Rito Visigótico (ou Bracarense), com o qual se estabeleceu o Rito Litúrgico Hispano-Visigótico para a Ordem de São Basílio Magno, e o Rito Hispano-Bizantino para as comunidades diocesanas de toda a ICOH.--- 7- Mesmo assim, temos conhecimento da PERSISTÊNCIA ABUSIVA DO USO DE LIVROS LITÚRGICOS DE OUTRAS IGREJAS, nomeadamente da Igreja Romana, por parte dos clérigos e dos fiéis. Esse uso abusivo não ajuda em nada à conversão dos fiéis da ICOH à Fé Católica Ortodoxa, além de manter parte dos fiéis ligados a devoções e práticas que a Igreja não aceita no seu culto.--- 8- Assim, para evitar erros posteriores e de forma a ajudar os fiéis a encontrar o verdadeiro caminho da fé e da salvação como proclama a Fé Católica Ortodoxa, enunciamos de uma forma geral os pontos gerais que DEVEM SER CORRIGIDOS e colocados em prática o quanto antes:--- a) Acerca de Deus: Confessamos que Deus é Um, e que se manifesta em Três Pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.--- Quem assim não acreditar seja anátema!--- b) Acerca de Deus Pai: Confessamos que o Pai é o Criador de todas as coisas criadas e incriadas, das coisas visíveis e invisíveis, do céu e da terra. É do Pai que tudo procede na Ordem Divina da Criação e da Salvação eterna.--- c) Acerca de Deus Filho: Confessamos que Jesus Cristo é o Filho Unigénito de Deus, que veio à terra para cumprir o plano de salvação, ordenado pelo Pai. Em Jesus confessamos que Ele é verdadeiramente Deus e Homem, uma Pessoa com duas Naturezas, a divina e a humana. Cremos que Jesus se entregou voluntariamente à morte sobre uma cruz, para com a sua vida nos abrir as portas do Céu, assim como acreditamos que Ele ressuscitou passados três dias, tal como anunciaram os Profetas. Cremos que Jesus subiu ao Céu em corpo e alma, onde está sentado à direita do Pai, e que no fim dos tempos de novo voltará à terra, para julgar toda a Criação.--- d) Acerca do Espírito Santo: Confessamos que o Espírito Santo é o Senhor da Vida, o que anima as criaturas de Deus com o dom da vida. Cremos que o Espírito Santo, segundo as palavras de Jesus Cristo no Evangelho do Apóstolo São João, PROCEDE SOMENTE DO PAI. Cremos que é o mesmo Espírito Santo que tudo santifica, enche de bênçãos e transmite à humanidade as ordens e revelações de Deus. Cremos que o Espírito Santo habita particularmente em cada um de nós, e que é isso que nos faz iguais e semelhantes a Deus, na sua Trindade.--- e) Acerca da Sagrada Theotokos, Maria Santíssima: Confessamos que Maria nasceu como todas as demais criaturas de Deus, sob a lei do pecado, mas por particular graça de Deus foi escolhida para ser a Mãe de seu Filho Jesus Cristo. Cremos que Maria conservou a sua liberdade de escolha no seu SIM a Deus, para se tornar na Mãe do Salvador. Cremos que Maria ao receber pelo dom do Espírito Santo o seu Filho em seu ventre, se tornou nesse momento e por essa ocasião, Pura e Imaculada, Isenta de todo o Pecado. Cremos que Maria no fim da vida “Adormeceu” no Senhor, e que o seu corpo e alma foram elevados ao Céu, onde se encontra já em glória eterna, sendo a primeira e única criatura humana já com a garantia do selo da eternidade. Cremos que por sua grande dignidade de Mãe de Jesus Cristo, ela é uma intercessora poderosa diante de Deus pela salvação da humanidade.--- f) Acerca dos Santos Anjos: Cremos que antes da Criação do Mundo, Deus criou o mundo invisível, onde criou para o seu serviço seres puramente espirituais, que designamos por Anjos. Cremos que Deus determinou várias funções para os mesmos Anjos, agrupando-os numa hierarquia de Nove Coros. Cremos que os Anjos são mensageiros e auxiliadores de Deus no bom andamento da Criação Universal. Cremos que à hora da concepção Deus atribuiu a cada ser humano um Anjo particular, que chamamos Anjo da Guarda. Cremos que antes da Criação do Mundo, uma parte desses Anjos se tornou rebelde à vontade de Deus, sendo expulsos então do Céu, o que deu origem ao que designamos por Inferno. Aos Anjos que foram expulsos damos o nome de Demónios, e a sua missão é oporem-se completamente às ordens de Deus e arrastar os seres humanos à mesma triste condição, e com isso perderem a hipótese da salvação eterna.--- g) Acerca dos Santos: Confessamos que Deus chama todos os homens e mulheres à santidade. De entre esses homens e mulheres, alguns se destacam por viverem a Fé de forma exemplar e heróica, e se tornam exemplos para todos os fiéis. A esses homens e mulheres, a Igreja designa por Santos, e presta culto de honra e veneração a eles, pois acredita que eles são intercessores diante de Deus, pela cura e salvação das almas. A veneração dos Santos não deve ser confundida com adoração, pois adoração somente é devida a Deus na sua Trindade. A Maria Santíssima, aos Anjos e aos Santos prestasse um culto de respeito, veneração. Era bom que os fiéis corrigissem e afastassem termos de “adoro” entre outros no culto dos Santos, para não incorrer em pecado diante de Deus. O culto das imagens na ICOH segundo o previsto no Código de Direito Canónico no Título XXIV no Capítulo VI, prevê que as imagens podem ser ícones ou estátuas, mas afasta do culto público todas as representações de santos que não estejam devidamente inscritos no Calendário Oficial da ICOH e conforme a Fé da própria Igreja Católica Ortodoxa.--- h) Acerca dos Sacramentos: A Igreja assume como de Instituição Divina Sete Sacramentos, o Baptismo, a Confirmação, a Eucaristia, a Penitência, a Ordem, O Matrimónio e a Santa Unção. Confessamos que sem a vivência dos sacramentos, segundo o que é proposto pelos Ritos da Santa Igreja, não podemos estar no caminho da verdadeira salvação eterna.--- i) Acerca da Sagrada Escritura e da Tradição da Igreja: Confessamos que tanto a Sagrada Palavra de Deus; a Bíblia; como a Tradição da Igreja que se revela nos escritos e obras dos Santos Padres, dos Apologistas, dos Santos, assim como na vivência litúrgica dos povos, são fonte de Fé, de Revelação e de Salvação.--- j) Os Sagrados Concílios Ecuménicos: A Igreja Católica Ortodoxa aceita somente como Ecuménicos e Universais os SETE PRIMEIROS CONCÍLIOS, realizados antes do ano do Grande Cisma de 1054. Nesses Concílios se definiram e estabeleceram as verdades da Fé Cristã, segundo o modelo Apostólico herdado desde Nosso Senhor Jesus Cristo. Qualquer outro concílio posterior não é reconhecido como ecuménico ou universal, e pertence exclusivamente à comunidade eclesial que o convocou, e as suas decisões afectam somente os crentes dessa jurisdição.--- k) Doutrinas e erros NÃO ACEITES na Fé Católica Ortodoxa:--- 1- FILIOQUE: Procedência do Espírito Santo: Esta doutrina que foi pela primeira desenvolvida na Península Ibérica no Terceiro Concílio de Toledo (não ecuménico) no ano de 589, acrescentando ao Credo Niceno-Constantinopolitano a cláusula do Espírito Santo de que Ele procede do Pai “e do Filho”. Esta determinação logo foi condenada, segundo as palavras de Jesus no Evangelho de São João que proclama: “o Espírito procede do Pai”. Mais tarde esta teoria foi defendida pela Igreja Franca com Carlos Magno, mas não aceite pelo Bispo de Roma Leão III, que para reafirmar a Fé e a união da Igreja Católica e Ortodoxa, mandou gravar em duas placas de prata, o texto em grego e em latim, do Credo original sem a introdução do Filioque, e as mandou colocar no altar principal da Basílica de São Pedro do Vaticano, onde se mantiveram até ao século XVI. Só depois do Grande Cisma de 1054, a Igreja Romana assumiu na sua doutrina pessoal esta questão. Como esta situação nunca foi tratada pelo Concilio Ecuménico, a Igreja Católica Ortodoxa mantém o texto do CREDO ORIGINAL. Assim os fiéis da nossa jurisdição, devem nas celebrações litúrgicas e nas suas orações pessoais, usar o texto original e não o texto herético católico romano. Quem assim não o cumprir, seja anátema.--- 2- Divina Liturgia (Missa): A Divina Liturgia é a designação oficial da Igreja Católica Ortodoxa para a celebração que os Latinos; Católicos Romanos entre outras igrejas; entendem como Santa Eucaristia ou Santa Missa. A designação de Divina Liturgia é empregue pela cristandade desde o século II, só mais tarde no Ocidente Latino se desenvolveu o termo “Liturgia” como o conjunto das celebrações dos Sacramentos da Igreja. Essa ideia é tardia, e não corresponde às origens da Fé Católica Ortodoxa Hispânica (Visigótica) que desejamos como Igreja seguir. Assim pedimos aos clérigos que expliquem esta realidade aos fiéis, bem como se torna obrigatória em toda a nossa jurisdição o uso do termo “Divina Liturgia” para designar as celebrações eucarísticas.--- 3- Irreverências na Divina Liturgia: Outra realidade que desejamos chamar à atenção aos clérigos e fiéis católicos ortodoxos, é sobre as IRREVERÊNCIAS QUE SE ASSISTEM em algumas celebrações. Sobretudo durante a celebração da Divina Liturgia, deve-se ter em atenção que estamos na celebração de um Sacrifício, não de uma festa vulgar, onde a improvisação dá lugar às mais variadas manifestações de alegria. A Divina Liturgia não é estática nos gestos e nas atitudes corporais, mas todas elas devem seguir as Rúbricas, que são regras especificas de como o celebrante e os fiéis devem seguir o Rito da Celebração.--- Estas regras existem para criar um bom ambiente de celebração, bem como ajuda o celebrante e os fiéis a viverem bem o que estão a celebrar, e a não cair em improvisos, que muitas vezes e erradamente descaracterizam a celebração e a vulgarizam, como se tornasse numa mera festa, numa simples comemoração, num SHOW DE EXIBICIONISMO, e que retiram, deformam e destroem o verdadeiro sentido do culto a Deus.--- Há momentos próprios para se festejar, mas fora da celebração da Divina Liturgia, e dos momentos solenes de oração comum dos fiéis. Assim determinamos aos clérigos e fiéis que se abstenham de gestos, actos e manifestações impróprias durante a celebração da Divina Liturgia, e dos demais Sacramentos, que não estejam em consonância com os gestos previstos pela Santa Igreja no seu Rito próprio.--- Quem assim não o cumprir, seja anátema.--- 4- Os textos comuns da Divina Liturgia: Como já referimos, a Divina Liturgia e os Sacramentos da Igreja têm regras próprias, que sendo seguidas com obediência e bom entendimento, ajudam tanto os clérigos, como os fiéis a um maior entendimento e desenvolvimento da sua Fé em Deus. Também erradamente se tem assistido algumas vezes a uma tendência de se querer substituir os textos oficiais das orações da Liturgia da Igreja, por adaptações e deturpações heréticas modernas desses mesmos textos, tão em moda noutras Igrejas Cristãs. Isso, além de ser errado, trás um mau entendimento da verdade de Deus que é sempre imutável, reduzindo a Fé Católica Ortodoxa e o culto da Igreja a um serviço de self-service de vontade pessoal, onde mais que a Verdade e a Tradição da Igreja, manda o que cada um quer. Essa “fé”, só a podemos designar de apóstata e herética, e não se alinha com a Fé Apostólica herdada dos Santos Apóstolos. Assim determinamos que os textos comuns da Santa Liturgia como a Confissão, o Kyrie, o Glória, os Hinos próprios dos tempos, as Sequências, o Aleluia, o Credo, o Hino dos Querubins, o Santo, o Cordeiro de Deus, a Confissão da Comunhão, o Hino da Comunhão, sejam lidos, cantados e proclamados fielmente segundo as fórmulas contidas nos Livros Litúrgicos aprovados canonicamente para esta Santa Igreja. Todos os outros textos extra ritual que não se conformem com o modelo oficial da oração da ICOH, elaborados e aprovados por outras denominações, ficam desde já proibidos de serem usados no culto público desta jurisdição.--- Quem assim não o cumprir, seja anátema.--- 5- Consagração na Divina Liturgia: A Divina Liturgia não é um banquete festivo, não é somente uma simples acção de graças, mas sim a Renovação do Santo Sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo sobre a Cruz, de forma incruenta, sem sangue, mas tão real como foi a Sua Paixão, Morte e Ressurreição em Jerusalém. Durante a Consagração das espécies eucarísticas do pão e do vinho, cremos verdadeiramente que elas se tornam para nós no verdadeiro Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, tão real e presente, como está no Céu, à direita de Deus Pai.--- Ao contrário da Igreja Católica Romana que diz que a Consagração se opera pelas Palavras da Instituição: “Isto é o meu Corpo”, “Isto é o meu Sangue”, a Santa Igreja Católica Ortodoxa defende que para haver Presença Real de Jesus na Eucaristia, o celebrante (Presbítero ou Bispo) tem de realizar três orações distintas: o Prefácio, que introduz o tema da celebração do dia e termina com o Hino do Triságio “Santo, Santo, Santo”, as Palavras da Instituição com “Isto é o meu Corpo”, “Isto é o meu Sangue” e com a oração da Epiclese com a grande invocação ao Espírito Santo. Estas três orações são fundamentais, pois cada uma delas honra uma Pessoa da Santíssima Trindade, e só assim a Fé Católica Ortodoxa entende Deus!--- Sem estas três orações conjuntas o Sacrifício Eucarístico é inválido!--- A Fé Católica Ortodoxa não define entre estas três orações um momento particular em que Jesus já esteja presente em definitivo nas Espécies do Pão e do Vinho, mas que entre a realização destas orações, Jesus se torna verdadeiramente presente. Por isso, outra circunstância a chamar à atenção dos fiéis, e que se tem assistido erradamente nas celebrações das comunidades em Portugal, é que antes do término destas três orações; Prefácio, Instituição e Epiclese; é errado se ajoelhar como se Jesus já estivesse em totalidade presente nas Espécies Eucarísticas. O momento exacto para a adoração eucarística durante a Consagração, quando todos se devem ajoelhar, é durante a Epiclese, quando o celebrante (Presbítero ou Bispo) invoca o Espírito Santo sobre os fiéis com a seguinte oração: “Faz com que todos os que aqui participam, sejam confirmados na piedade, encontrem a remissão dos seus pecados, sejam libertos do Maligno e de todos os seus extravios, sejam repletos do Divino Espírito Santo, tornando-se dignos de receber o vosso Cristo, obtenham a vida eterna com a vossa reconciliação ó Mestre Todo-poderoso. Ámen.” Seja pois assim entendido e praticado pelo clero e pelos fiéis desta nossa jurisdição.--- 6- Purgatório: A triste questão do PURGATÓRIO prende-se com a existência da alma após a morte, a sua purificação e salvação.--- No Antigo Testamento, já existe menção à oferta de orações e sacrifícios pelo repouso dos mortos, no Livro dos Macabeus. Os próprios Judeus não desenvolveram uma doutrina formal sobre a vida após a morte, deixando essa questão em aberto, pois havia os partidários da ressurreição, e os partidários de que após a morte nada aconteceria.--- Com Nosso Senhor Jesus Cristo, aprendemos que existe sim um Céu e um Inferno, a salvação eterna ou a condenação da alma humana, a ressurreição final dos corpos dos homens e mulheres em estado glorioso, assim como um Julgamento Final, onde toda a humanidade será julgada. Mas, em nenhuma parte do Novo Testamento; ou mesmo do Antigo Testamento; poderão ser encontradas as bases legais para afirmar a existência do purgatório.--- A Igreja Católica e Ortodoxa, sempre desde o seu início, ofereceu orações e sufrágios pelo repouso dos Fiéis Defuntos, mas por mais de mil anos nunca formulou nada em concreto de um estado purificador após a morte, para “purgar” os pecados cometidos em vida. Essa doutrina começou a ser formulada pela Igreja Católica Romana, já após o Grande Cisma de 1054, a partir do século XIII, ou seja quase trezentos anos após a separação entre o Ocidente Latino e o Oriente Grego. O que herdamos da Igreja Católica e Ortodoxa desde a sua fundação Apostólica, e que foi defendida pelos Santos Padres da Igreja, por teólogos e apologistas, é que após a morte, passamos pelo Julgamento Particular, onde é dado a conhecer à alma as realidades celestiais, bem como todo o trajecto da sua vida terrena. Essa primeira sentença dita à alma o seu lugar de repouso (Céu), ou de sofrimento (Inferno), até à consumação dos tempos, onde ocorrerá o Julgamento Final; que na Fé Ortodoxa se designa por Apocatástase; e onde finalmente as almas se poderão reconciliar (ou não) com o Criador, e serem merecedoras de habitar com Deus no Paraíso. Logo, a Igreja Católica Ortodoxa só admite o que por Revelação Bíblica se designa por Céu e Inferno, sendo o purgatório um estado não provado e não aceite pela Fé da Igreja.--- No entendimento geral da Fé Católica Ortodoxa, o purgatório é um contra censo ao próprio sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Sua Morte e Ressurreição, já que Ele assumiu sobre Si mesmo todo o pecado e maldição da condição humana, carregando sobre Si as nossas dores; logo um lugar espiritual de purificação de almas, que não são perfeitas para o céu, mas também não são merecedoras do inferno, é inconcebível. Essa “purificação” não é realizada senão pela vontade de Deus, e pela oferta da oração da Santa Igreja nas Divinas Liturgias de Requiem (Liturgias de Defuntos), bem como pela oração pessoal dos fiéis na terra pelos que já partiram. Assim, todo e qualquer culto, referência, oração, objectos religiosos entre outros associados às supostas “Almas do Purgatório” estão proibidos dentro da nossa jurisdição, por defenderem uma doutrina, que para os Católicos Ortodoxos, simplesmente não existe e é errada.--- Quem assim não o cumprir, seja anátema.--- 7- Indulgências: Esta doutrina origina-se com o Sacramento da Penitência (Confissão) e evoluiu dentro da Igreja Católica Romana, como uma doutrina própria, que não é aceite por mais nenhuma denominação cristã. As indulgências vieram substituir parcialmente as duras penitências públicas a que os fiéis estavam submetidos no inicio do cristianismo, e se tornavam mais que celebrações de correcção espiritual, em degradantes espectáculos de humilhação pública dos fiéis. A Igreja Romana gradualmente na Europa, começou a substituir as penitências públicas, por acções mais privadas, como a obrigação do jejum, da oração, da esmola, da peregrinação, entre outros. Esta forma misericordiosa ou indulgente, dará origem às indulgências tal como são conhecidas. O problema foi quando as indulgências mais que uma obrigação religiosa ou penitencial, se tornaram um escandaloso negócio da compra e venda da salvação; e foi daí que no século XVI nasceu com Martinho Lutero o movimento Protestante. Hoje as indulgências na Igreja Católica Romana são entendidas não num contexto comercial, mas como uma faculdade do Bispo de Roma (papa) e dos Bispos a si unidos, de perdoar temporalmente os pecados menos graves aos fiéis sem passar pelo sacramento da confissão. Esta doutrina está completamente em desacordo com a Fé Católica Ortodoxa, pois ninguém pode na terra; à excepção de Deus; diminuir, alterar, substituir ou converter os pecados, crimes e vícios dos fiéis, em algo material; sendo então necessária e obrigatória a confissão, penitência e conversão ordinárias que sempre proclamou a Fé Cristã. Assim sendo, é proibido aos fiéis da nossa jurisdição, defender, proclamar ou ensinar esta doutrina, bem como propagar ou celebrar devoções de origem Católica Romana, que prometam a indulgência dos pecados, ou a obtenção de graças divinas em jubileus.--- Quem assim não o cumprir, seja anátema.--- 8- Uso das Cores Litúrgicas na Igreja: Como atrás já referimos, o propósito da Santa Igreja Católica Ortodoxa Hispânica, não é a cópia de doutrinas, gestos ou tradições de outras comunidades eclesiais, mas sim retornar à originalidade Católica Ortodoxa Hispânica, que se viva já desde os tempos Visigóticos, antes do Grande Cisma de 1054. Assim também a Liturgia Geral desta Santa Igreja se alinha em conformidade e Tradição à prática das Igrejas Ortodoxas Orientais. E uma dessas Tradições é sobre o entendimento e uso das cores litúrgicas nas vestes sagradas dos ministros do altar, durante o ano litúrgico. Desde já há alguns anos, a ICOH tem editado para o clero da Igreja, o calendário que gere as celebrações do ano, assim como as cores que têm de seguir e observar, mas infelizmente na prática temos conhecimento que alguns clérigos usam o calendário romano, em vez do calendário da ICOH. As cores são expressões próprias da Liturgia, e se os clérigos e os fiéis teimam em seguir outros calendários, que não o oficial da ICOH, para poderem usar comparativamente as cores como noutras igrejas irmãs, isso é um extremo mau sinal de não obediência à Igreja em que desejam estar inseridos. Não são os clérigos ou os fiéis que determinam o calendário, as cores ou a liturgia a seguir, mas sim a própria Igreja na figura dos seus HIERARCAS (Bispos). Assim a ICOH determinou para seu uso interno litúrgico as seguintes cores para os seguintes tempos:--- a) Dourado (Amarelo): Para as Solenidades, excepto a Páscoa no dia e na oitava;--- b) Branco: Para as Solenidades em substituição do Dourado, para as Festas, para os Profetas e os Santos mais importantes, para as Exéquias da Crianças;--- c) Vermelho: Para o dia de Páscoa e oitava, para Nosso Senhor Jesus Cristo, para o Espírito Santo, para a Santa Cruz, os Santos Apóstolos e Santos Mártires;--- d) Verde: Para a Santíssima Trindade, Domingo de Ramos, Santos e Santas em geral, para o Tempo Comum;--- e) Roxo: Para o Tempo do Advento, para os Domingos da Quaresma, alguns dias particulares da Quaresma, para a celebração da Penitência, para as Exéquias dos Jovens;--- f) Negro: Para os dias feriais da Quaresma, para a Sexta-feira Santa, para as Liturgias de Defuntos, para a celebração das Exéquias dos Adultos, memória de Nossa Senhora das Dores; pode em ocasiões de guerra e epidemias ser usada como cor penitencial;--- g) Azul: Para o Espírito Santo (Vigília de Pentecostes), para as Festas e Memórias da Virgem Santa Maria, para as Festas e Memórias dos Santos Anjos;--- h) Rosa: Usada no Domingo III do Advento (Gaudete) e na sua semana, e no Domingo IV da Quaresma (Laetare) e na sua semana.--- i) Cores Alitúrgicas: apesar de não estarem presentes no calendário da ICOH, havendo pedido e dispensa superior, podem os clérigos requerer ao seu Hierarca directo: a faculdade de usar a cor Rosa nas Festas de Santa Rita de Cássia (22 de Maio), Santa Isabel de Portugal (4 de Julho) e Santa Filomena (10 de Agosto); Violácea (Cor de Vinho) para as Três Semanas da Septuagésima, para a Festa das Cinco Chagas de Cristo (7 de Fevereiro), para as Festas da Santa Cruz (3 de Maio e 14 de Setembro), e memórias da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo; da cor Castanha nas Festas e Memórias de São Pio de Pietrelcina (23 de Setembro), São Francisco de Assis (4 de Outubro), Santa Teresa de Ávila (15 de Outubro), São Pedro de Alcântara (20 de Outubro), São Frei Galvão (26 Outubro), São Nuno Santa Maria (6 de Novembro), São João da Cruz (14 de Dezembro), Santa Macrina, a Maior (14 de Janeiro, de São Paulo de Tebas (15 de Janeiro), dos Santos Mártires de Marrocos (16 de Janeiro), de Santo Antão (17 de Janeiro), São Macário do Egipto (19 de Janeiro), Santa Blesila de Roma (22 de Janeiro), Santa Paula de Roma (26 de Janeiro), Santa Marcela de Roma (31 de Janeiro), Santa Brígida da Irlanda (1 Fevereiro), Santa Maria Egipcíaca (22 de Abril), Santo Onofre (12 de Junho), Santo António de Lisboa (13 de Junho), Santa Macrina, a Jovem (19 de Julho).---
(continua)Acerca da alínea II
Clarificação do que significa o termo Católico Ortodoxo de Rito Latino, e da Fé que se é obrigado, a Confessar diante de tal realidade eclesial. ---
1- Infelizmente, ainda se assiste nos fiéis assistidos pelo clero da ICOH, algumas dúvidas ou ideias confusas do que significa ser-se um cristão Católico Ortodoxo. Essas confusões têm trazido à própria comunidade alguns ERROS DE VIVÊNCIA DA FÉ, em consequência de uma má preparação catequética, da incúria e mesmo do silêncio dos responsáveis da formação religiosa, e até mesmo dos fiéis de quererem continuar a praticar, a impor devoções, entre outras situações particulares, que são contrárias à Fé e Doutrina da Igreja Católica Ortodoxa Hispânica.---
2- O termo Católico não deve ser entendido; como muitos querem forçosamente; como um crente agregado à Igreja Católica Romana. Nós cristãos da ICOH NÃO SOMOS FIÉIS CATÓLICOS ROMANOS, mas sim fiéis Católicos Ortodoxos Hispânicos!---
3- A palavra Católico significa Universal, e na prática designa a Revelação e a Fé que nos foi legada por Deus, na sua Trindade, para a salvação de toda a humanidade, e não somente para uma parcela dos cristãos que se designam por Católicos Romanos. A própria Igreja Católica Ortodoxa Hispânica, é ela mesma uma filha da Igreja fundada sobre os alicerces dos Apóstolos, da qual está em pé de igualdade, de dignidade e de Sucessão Apostólica legítima e intocável, a par de outras igrejas irmãs Católicas e Ortodoxas.---
4- Assim, os fiéis da ICOH, bem como os clérigos, são obrigados pelo seu compromisso baptismal ou de conversão à Fé Católica Ortodoxa, a observar tudo o que é próprio do seu Credo, renunciando a todas as outras práticas devocionais passadas de outras igrejas que tenham frequentado. Sem abraçar em definitivo a Fé da Igreja, e praticar essa mesma Fé, segundo os moldes propostos para a cura e salvação das almas, dificilmente os fiéis enquadrar-se-ão na comunidade; e como consequência essas pessoas alimentam o erro, a heresia e até a apostasia da Fé Católica Ortodoxa, pelo seu não compromisso com a Igreja à qual pediram admissão, e que os acolheu num espírito de caridade e fraternidade, comungando das suas alegrias, bem como das suas tristezas, em confidência e apoio nos vários momentos da vida dos crentes. ---
5- Um dos erros mais comuns que temos assistido, é da confusão para alguns simpatizantes, que vindos de outras comunidades, assistem com fé e devoção aos actos do culto divino nas nossas comunidades, e crêem erradamente que a ICOH se trata de alguma comunidade aliada à Igreja Católica Romana, ou alguma comunidade divergente como os chamados Vétero-Católicos, entre outras expressões ligadas à figura da Igreja de Roma e da pessoa do Bispo de Roma. Queremos mais uma vez elucidar, que isso está errado, pois NÃO CONFESSAMOS A FÉ CATÓLICA ROMANA, mas sim a Fé Católica Ortodoxa.---
6- A adopção de um Rito Litúrgico Latino (não romano), ao contrário do que alguns detractores possam acreditar; de ser um elemento chamativo em comparação ao Rito Romano; não teve como fundamento a imitação dos gestos de outras igrejas, mas sim o seguimento da regulamentação da própria Igreja Ortodoxa Oriental, onde os Veneráveis Patriarcas do Oriente, aceitam e aconselham as comunidades ocidentais de Tradição Latina, a adoptar os chamados Ritos Litúrgicos Históricos das Igrejas Locais, e a fazer a sua devida adaptação para a fé e vivência Católica Ortodoxa. Para Portugal adoptou, esta jurisdição, elementos do chamado Rito Visigótico (ou Bracarense), com o qual se estabeleceu o Rito Litúrgico Hispano-Visigótico para a Ordem de São Basílio Magno, e o Rito Hispano-Bizantino para as comunidades diocesanas de toda a ICOH.---
7- Mesmo assim, temos conhecimento da PERSISTÊNCIA ABUSIVA DO USO DE LIVROS LITÚRGICOS DE OUTRAS IGREJAS, nomeadamente da Igreja Romana, por parte dos clérigos e dos fiéis. Esse uso abusivo não ajuda em nada à conversão dos fiéis da ICOH à Fé Católica Ortodoxa, além de manter parte dos fiéis ligados a devoções e práticas que a Igreja não aceita no seu culto.---
8- Assim, para evitar erros posteriores e de forma a ajudar os fiéis a encontrar o verdadeiro caminho da fé e da salvação como proclama a Fé Católica Ortodoxa, enunciamos de uma forma geral os pontos gerais que DEVEM SER CORRIGIDOS e colocados em prática o quanto antes:---
a) Acerca de Deus:
Confessamos que Deus é Um, e que se manifesta em Três Pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.---
Quem assim não acreditar seja anátema!---
b) Acerca de Deus Pai:
Confessamos que o Pai é o Criador de todas as coisas criadas e incriadas, das coisas visíveis e invisíveis, do céu e da terra. É do Pai que tudo procede na Ordem Divina da Criação e da Salvação eterna.---
c) Acerca de Deus Filho:
Confessamos que Jesus Cristo é o Filho Unigénito de Deus, que veio à terra para cumprir o plano de salvação, ordenado pelo Pai. Em Jesus confessamos que Ele é verdadeiramente Deus e Homem, uma Pessoa com duas Naturezas, a divina e a humana. Cremos que Jesus se entregou voluntariamente à morte sobre uma cruz, para com a sua vida nos abrir as portas do Céu, assim como acreditamos que Ele ressuscitou passados três dias, tal como anunciaram os Profetas. Cremos que Jesus subiu ao Céu em corpo e alma, onde está sentado à direita do Pai, e que no fim dos tempos de novo voltará à terra, para julgar toda a Criação.---
d) Acerca do Espírito Santo:
Confessamos que o Espírito Santo é o Senhor da Vida, o que anima as criaturas de Deus com o dom da vida. Cremos que o Espírito Santo, segundo as palavras de Jesus Cristo no Evangelho do Apóstolo São João, PROCEDE SOMENTE DO PAI. Cremos que é o mesmo Espírito Santo que tudo santifica, enche de bênçãos e transmite à humanidade as ordens e revelações de Deus. Cremos que o Espírito Santo habita particularmente em cada um de nós, e que é isso que nos faz iguais e semelhantes a Deus, na sua Trindade.---
e) Acerca da Sagrada Theotokos, Maria Santíssima:
Confessamos que Maria nasceu como todas as demais criaturas de Deus, sob a lei do pecado, mas por particular graça de Deus foi escolhida para ser a Mãe de seu Filho Jesus Cristo. Cremos que Maria conservou a sua liberdade de escolha no seu SIM a Deus, para se tornar na Mãe do Salvador. Cremos que Maria ao receber pelo dom do Espírito Santo o seu Filho em seu ventre, se tornou nesse momento e por essa ocasião, Pura e Imaculada, Isenta de todo o Pecado. Cremos que Maria no fim da vida “Adormeceu” no Senhor, e que o seu corpo e alma foram elevados ao Céu, onde se encontra já em glória eterna, sendo a primeira e única criatura humana já com a garantia do selo da eternidade. Cremos que por sua grande dignidade de Mãe de Jesus Cristo, ela é uma intercessora poderosa diante de Deus pela salvação da humanidade.---
f) Acerca dos Santos Anjos:
Cremos que antes da Criação do Mundo, Deus criou o mundo invisível, onde criou para o seu serviço seres puramente espirituais, que designamos por Anjos.
Cremos que Deus determinou várias funções para os mesmos Anjos, agrupando-os numa hierarquia de Nove Coros.
Cremos que os Anjos são mensageiros e auxiliadores de Deus no bom andamento da Criação Universal.
Cremos que à hora da concepção Deus atribuiu a cada ser humano um Anjo particular, que chamamos Anjo da Guarda.
Cremos que antes da Criação do Mundo, uma parte desses Anjos se tornou rebelde à vontade de Deus, sendo expulsos então do Céu, o que deu origem ao que designamos por Inferno. Aos Anjos que foram expulsos damos o nome de Demónios, e a sua missão é oporem-se completamente às ordens de Deus e arrastar os seres humanos à mesma triste condição, e com isso perderem a hipótese da salvação eterna.---
g) Acerca dos Santos:
Confessamos que Deus chama todos os homens e mulheres à santidade. De entre esses homens e mulheres, alguns se destacam por viverem a Fé de forma exemplar e heróica, e se tornam exemplos para todos os fiéis. A esses homens e mulheres, a Igreja designa por Santos, e presta culto de honra e veneração a eles, pois acredita que eles são intercessores diante de Deus, pela cura e salvação das almas. A veneração dos Santos não deve ser confundida com adoração, pois adoração somente é devida a Deus na sua Trindade. A Maria Santíssima, aos Anjos e aos Santos prestasse um culto de respeito, veneração. Era bom que os fiéis corrigissem e afastassem termos de “adoro” entre outros no culto dos Santos, para não incorrer em pecado diante de Deus. O culto das imagens na ICOH segundo o previsto no Código de Direito Canónico no Título XXIV no Capítulo VI, prevê que as imagens podem ser ícones ou estátuas, mas afasta do culto público todas as representações de santos que não estejam devidamente inscritos no Calendário Oficial da ICOH e conforme a Fé da própria Igreja Católica Ortodoxa.---
h) Acerca dos Sacramentos:
A Igreja assume como de Instituição Divina Sete Sacramentos, o Baptismo, a Confirmação, a Eucaristia, a Penitência, a Ordem, O Matrimónio e a Santa Unção. Confessamos que sem a vivência dos sacramentos, segundo o que é proposto pelos Ritos da Santa Igreja, não podemos estar no caminho da verdadeira salvação eterna.---
i) Acerca da Sagrada Escritura e da Tradição da Igreja:
Confessamos que tanto a Sagrada Palavra de Deus; a Bíblia; como a Tradição da Igreja que se revela nos escritos e obras dos Santos Padres, dos Apologistas, dos Santos, assim como na vivência litúrgica dos povos, são fonte de Fé, de Revelação e de Salvação.---
j) Os Sagrados Concílios Ecuménicos:
A Igreja Católica Ortodoxa aceita somente como Ecuménicos e Universais os SETE PRIMEIROS CONCÍLIOS, realizados antes do ano do Grande Cisma de 1054. Nesses Concílios se definiram e estabeleceram as verdades da Fé Cristã, segundo o modelo Apostólico herdado desde Nosso Senhor Jesus Cristo. Qualquer outro concílio posterior não é reconhecido como ecuménico ou universal, e pertence exclusivamente à comunidade eclesial que o convocou, e as suas decisões afectam somente os crentes dessa jurisdição.---
k) Doutrinas e erros NÃO ACEITES na Fé Católica Ortodoxa:---
1- FILIOQUE:
Procedência do Espírito Santo: Esta doutrina que foi pela primeira desenvolvida na Península Ibérica no Terceiro Concílio de Toledo (não ecuménico) no ano de 589, acrescentando ao Credo Niceno-Constantinopolitano a cláusula do Espírito Santo de que Ele procede do Pai “e do Filho”. Esta determinação logo foi condenada, segundo as palavras de Jesus no Evangelho de São João que proclama: “o Espírito procede do Pai”. Mais tarde esta teoria foi defendida pela Igreja Franca com Carlos Magno, mas não aceite pelo Bispo de Roma Leão III, que para reafirmar a Fé e a união da Igreja Católica e Ortodoxa, mandou gravar em duas placas de prata, o texto em grego e em latim, do Credo original sem a introdução do Filioque, e as mandou colocar no altar principal da Basílica de São Pedro do Vaticano, onde se mantiveram até ao século XVI. Só depois do Grande Cisma de 1054, a Igreja Romana assumiu na sua doutrina pessoal esta questão. Como esta situação nunca foi tratada pelo Concilio Ecuménico, a Igreja Católica Ortodoxa mantém o texto do CREDO ORIGINAL. Assim os fiéis da nossa jurisdição, devem nas celebrações litúrgicas e nas suas orações pessoais, usar o texto original e não o texto herético católico romano. Quem assim não o cumprir, seja anátema.---
2- Divina Liturgia (Missa):
A Divina Liturgia é a designação oficial da Igreja Católica Ortodoxa para a celebração que os Latinos; Católicos Romanos entre outras igrejas; entendem como Santa Eucaristia ou Santa Missa. A designação de Divina Liturgia é empregue pela cristandade desde o século II, só mais tarde no Ocidente Latino se desenvolveu o termo “Liturgia” como o conjunto das celebrações dos Sacramentos da Igreja. Essa ideia é tardia, e não corresponde às origens da Fé Católica Ortodoxa Hispânica (Visigótica) que desejamos como Igreja seguir. Assim pedimos aos clérigos que expliquem esta realidade aos fiéis, bem como se torna obrigatória em toda a nossa jurisdição o uso do termo “Divina Liturgia” para designar as celebrações eucarísticas.---
3- Irreverências na Divina Liturgia:
Outra realidade que desejamos chamar à atenção aos clérigos e fiéis católicos ortodoxos, é sobre as IRREVERÊNCIAS QUE SE ASSISTEM em algumas celebrações. Sobretudo durante a celebração da Divina Liturgia, deve-se ter em atenção que estamos na celebração de um Sacrifício, não de uma festa vulgar, onde a improvisação dá lugar às mais variadas manifestações de alegria. A Divina Liturgia não é estática nos gestos e nas atitudes corporais, mas todas elas devem seguir as Rúbricas, que são regras especificas de como o celebrante e os fiéis devem seguir o Rito da Celebração.---
Estas regras existem para criar um bom ambiente de celebração, bem como ajuda o celebrante e os fiéis a viverem bem o que estão a celebrar, e a não cair em improvisos, que muitas vezes e erradamente descaracterizam a celebração e a vulgarizam, como se tornasse numa mera festa, numa simples comemoração, num SHOW DE EXIBICIONISMO, e que retiram, deformam e destroem o verdadeiro sentido do culto a Deus.---
Há momentos próprios para se festejar, mas fora da celebração da Divina Liturgia, e dos momentos solenes de oração comum dos fiéis. Assim determinamos aos clérigos e fiéis que se abstenham de gestos, actos e manifestações impróprias durante a celebração da Divina Liturgia, e dos demais Sacramentos, que não estejam em consonância com os gestos previstos pela Santa Igreja no seu Rito próprio.---
Quem assim não o cumprir, seja anátema.---
4- Os textos comuns da Divina Liturgia:
Como já referimos, a Divina Liturgia e os Sacramentos da Igreja têm regras próprias, que sendo seguidas com obediência e bom entendimento, ajudam tanto os clérigos, como os fiéis a um maior entendimento e desenvolvimento da sua Fé em Deus. Também erradamente se tem assistido algumas vezes a uma tendência de se querer substituir os textos oficiais das orações da Liturgia da Igreja, por adaptações e deturpações heréticas modernas desses mesmos textos, tão em moda noutras Igrejas Cristãs. Isso, além de ser errado, trás um mau entendimento da verdade de Deus que é sempre imutável, reduzindo a Fé Católica Ortodoxa e o culto da Igreja a um serviço de self-service de vontade pessoal, onde mais que a Verdade e a Tradição da Igreja, manda o que cada um quer. Essa “fé”, só a podemos designar de apóstata e herética, e não se alinha com a Fé Apostólica herdada dos Santos Apóstolos. Assim determinamos que os textos comuns da Santa Liturgia como a Confissão, o Kyrie, o Glória, os Hinos próprios dos tempos, as Sequências, o Aleluia, o Credo, o Hino dos Querubins, o Santo, o Cordeiro de Deus, a Confissão da Comunhão, o Hino da Comunhão, sejam lidos, cantados e proclamados fielmente segundo as fórmulas contidas nos Livros Litúrgicos aprovados canonicamente para esta Santa Igreja. Todos os outros textos extra ritual que não se conformem com o modelo oficial da oração da ICOH, elaborados e aprovados por outras denominações, ficam desde já proibidos de serem usados no culto público desta jurisdição.---
Quem assim não o cumprir, seja anátema.---
5- Consagração na Divina Liturgia:
A Divina Liturgia não é um banquete festivo, não é somente uma simples acção de graças, mas sim a Renovação do Santo Sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo sobre a Cruz, de forma incruenta, sem sangue, mas tão real como foi a Sua Paixão, Morte e Ressurreição em Jerusalém. Durante a Consagração das espécies eucarísticas do pão e do vinho, cremos verdadeiramente que elas se tornam para nós no verdadeiro Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, tão real e presente, como está no Céu, à direita de Deus Pai.---
Ao contrário da Igreja Católica Romana que diz que a Consagração se opera pelas Palavras da Instituição: “Isto é o meu Corpo”, “Isto é o meu Sangue”, a Santa Igreja Católica Ortodoxa defende que para haver Presença Real de Jesus na Eucaristia, o celebrante (Presbítero ou Bispo) tem de realizar três orações distintas: o Prefácio, que introduz o tema da celebração do dia e termina com o Hino do Triságio “Santo, Santo, Santo”, as Palavras da Instituição com “Isto é o meu Corpo”, “Isto é o meu Sangue” e com a oração da Epiclese com a grande invocação ao Espírito Santo. Estas três orações são fundamentais, pois cada uma delas honra uma Pessoa da Santíssima Trindade, e só assim a Fé Católica Ortodoxa entende Deus!---
Sem estas três orações conjuntas o Sacrifício Eucarístico é inválido!---
A Fé Católica Ortodoxa não define entre estas três orações um momento particular em que Jesus já esteja presente em definitivo nas Espécies do Pão e do Vinho, mas que entre a realização destas orações, Jesus se torna verdadeiramente presente. Por isso, outra circunstância a chamar à atenção dos fiéis, e que se tem assistido erradamente nas celebrações das comunidades em Portugal, é que antes do término destas três orações; Prefácio, Instituição e Epiclese; é errado se ajoelhar como se Jesus já estivesse em totalidade presente nas Espécies Eucarísticas. O momento exacto para a adoração eucarística durante a Consagração, quando todos se devem ajoelhar, é durante a Epiclese, quando o celebrante (Presbítero ou Bispo) invoca o Espírito Santo sobre os fiéis com a seguinte oração: “Faz com que todos os que aqui participam, sejam confirmados na piedade, encontrem a remissão dos seus pecados, sejam libertos do Maligno e de todos os seus extravios, sejam repletos do Divino Espírito Santo, tornando-se dignos de receber o vosso Cristo, obtenham a vida eterna com a vossa reconciliação ó Mestre Todo-poderoso. Ámen.” Seja pois assim entendido e praticado pelo clero e pelos fiéis desta nossa jurisdição.---
6- Purgatório:
A triste questão do PURGATÓRIO prende-se com a existência da alma após a morte, a sua purificação e salvação.---
No Antigo Testamento, já existe menção à oferta de orações e sacrifícios pelo repouso dos mortos, no Livro dos Macabeus. Os próprios Judeus não desenvolveram uma doutrina formal sobre a vida após a morte, deixando essa questão em aberto, pois havia os partidários da ressurreição, e os partidários de que após a morte nada aconteceria.---
Com Nosso Senhor Jesus Cristo, aprendemos que existe sim um Céu e um Inferno, a salvação eterna ou a condenação da alma humana, a ressurreição final dos corpos dos homens e mulheres em estado glorioso, assim como um Julgamento Final, onde toda a humanidade será julgada. Mas, em nenhuma parte do Novo Testamento; ou mesmo do Antigo Testamento; poderão ser encontradas as bases legais para afirmar a existência do purgatório.---
A Igreja Católica e Ortodoxa, sempre desde o seu início, ofereceu orações e sufrágios pelo repouso dos Fiéis Defuntos, mas por mais de mil anos nunca formulou nada em concreto de um estado purificador após a morte, para “purgar” os pecados cometidos em vida. Essa doutrina começou a ser formulada pela Igreja Católica Romana, já após o Grande Cisma de 1054, a partir do século XIII, ou seja quase trezentos anos após a separação entre o Ocidente Latino e o Oriente Grego. O que herdamos da Igreja Católica e Ortodoxa desde a sua fundação Apostólica, e que foi defendida pelos Santos Padres da Igreja, por teólogos e apologistas, é que após a morte, passamos pelo Julgamento Particular, onde é dado a conhecer à alma as realidades celestiais, bem como todo o trajecto da sua vida terrena. Essa primeira sentença dita à alma o seu lugar de repouso (Céu), ou de sofrimento (Inferno), até à consumação dos tempos, onde ocorrerá o Julgamento Final; que na Fé Ortodoxa se designa por Apocatástase; e onde finalmente as almas se poderão reconciliar (ou não) com o Criador, e serem merecedoras de habitar com Deus no Paraíso. Logo, a Igreja Católica Ortodoxa só admite o que por Revelação Bíblica se designa por Céu e Inferno, sendo o purgatório um estado não provado e não aceite pela Fé da Igreja.---
No entendimento geral da Fé Católica Ortodoxa, o purgatório é um contra censo ao próprio sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Sua Morte e Ressurreição, já que Ele assumiu sobre Si mesmo todo o pecado e maldição da condição humana, carregando sobre Si as nossas dores; logo um lugar espiritual de purificação de almas, que não são perfeitas para o céu, mas também não são merecedoras do inferno, é inconcebível. Essa “purificação” não é realizada senão pela vontade de Deus, e pela oferta da oração da Santa Igreja nas Divinas Liturgias de Requiem (Liturgias de Defuntos), bem como pela oração pessoal dos fiéis na terra pelos que já partiram. Assim, todo e qualquer culto, referência, oração, objectos religiosos entre outros associados às supostas “Almas do Purgatório” estão proibidos dentro da nossa jurisdição, por defenderem uma doutrina, que para os Católicos Ortodoxos, simplesmente não existe e é errada.---
Quem assim não o cumprir, seja anátema.---
7- Indulgências:
Esta doutrina origina-se com o Sacramento da Penitência (Confissão) e evoluiu dentro da Igreja Católica Romana, como uma doutrina própria, que não é aceite por mais nenhuma denominação cristã. As indulgências vieram substituir parcialmente as duras penitências públicas a que os fiéis estavam submetidos no inicio do cristianismo, e se tornavam mais que celebrações de correcção espiritual, em degradantes espectáculos de humilhação pública dos fiéis. A Igreja Romana gradualmente na Europa, começou a substituir as penitências públicas, por acções mais privadas, como a obrigação do jejum, da oração, da esmola, da peregrinação, entre outros. Esta forma misericordiosa ou indulgente, dará origem às indulgências tal como são conhecidas. O problema foi quando as indulgências mais que uma obrigação religiosa ou penitencial, se tornaram um escandaloso negócio da compra e venda da salvação; e foi daí que no século XVI nasceu com Martinho Lutero o movimento Protestante. Hoje as indulgências na Igreja Católica Romana são entendidas não num contexto comercial, mas como uma faculdade do Bispo de Roma (papa) e dos Bispos a si unidos, de perdoar temporalmente os pecados menos graves aos fiéis sem passar pelo sacramento da confissão. Esta doutrina está completamente em desacordo com a Fé Católica Ortodoxa, pois ninguém pode na terra; à excepção de Deus; diminuir, alterar, substituir ou converter os pecados, crimes e vícios dos fiéis, em algo material; sendo então necessária e obrigatória a confissão, penitência e conversão ordinárias que sempre proclamou a Fé Cristã. Assim sendo, é proibido aos fiéis da nossa jurisdição, defender, proclamar ou ensinar esta doutrina, bem como propagar ou celebrar devoções de origem Católica Romana, que prometam a indulgência dos pecados, ou a obtenção de graças divinas em jubileus.---
Quem assim não o cumprir, seja anátema.---
8- Uso das Cores Litúrgicas na Igreja:
Como atrás já referimos, o propósito da Santa Igreja Católica Ortodoxa Hispânica, não é a cópia de doutrinas, gestos ou tradições de outras comunidades eclesiais, mas sim retornar à originalidade Católica Ortodoxa Hispânica, que se viva já desde os tempos Visigóticos, antes do Grande Cisma de 1054. Assim também a Liturgia Geral desta Santa Igreja se alinha em conformidade e Tradição à prática das Igrejas Ortodoxas Orientais. E uma dessas Tradições é sobre o entendimento e uso das cores litúrgicas nas vestes sagradas dos ministros do altar, durante o ano litúrgico. Desde já há alguns anos, a ICOH tem editado para o clero da Igreja, o calendário que gere as celebrações do ano, assim como as cores que têm de seguir e observar, mas infelizmente na prática temos conhecimento que alguns clérigos usam o calendário romano, em vez do calendário da ICOH. As cores são expressões próprias da Liturgia, e se os clérigos e os fiéis teimam em seguir outros calendários, que não o oficial da ICOH, para poderem usar comparativamente as cores como noutras igrejas irmãs, isso é um extremo mau sinal de não obediência à Igreja em que desejam estar inseridos. Não são os clérigos ou os fiéis que determinam o calendário, as cores ou a liturgia a seguir, mas sim a própria Igreja na figura dos seus HIERARCAS (Bispos). Assim a ICOH determinou para seu uso interno litúrgico as seguintes cores para os seguintes tempos:---
a) Dourado (Amarelo): Para as Solenidades, excepto a Páscoa no dia e na oitava;---
b) Branco: Para as Solenidades em substituição do Dourado, para as Festas, para os Profetas e os Santos mais importantes, para as Exéquias da Crianças;---
c) Vermelho: Para o dia de Páscoa e oitava, para Nosso Senhor Jesus Cristo, para o Espírito Santo, para a Santa Cruz, os Santos Apóstolos e Santos Mártires;---
d) Verde: Para a Santíssima Trindade, Domingo de Ramos, Santos e Santas em geral, para o Tempo Comum;---
e) Roxo: Para o Tempo do Advento, para os Domingos da Quaresma, alguns dias particulares da Quaresma, para a celebração da Penitência, para as Exéquias dos Jovens;---
f) Negro: Para os dias feriais da Quaresma, para a Sexta-feira Santa, para as Liturgias de Defuntos, para a celebração das Exéquias dos Adultos, memória de Nossa Senhora das Dores; pode em ocasiões de guerra e epidemias ser usada como cor penitencial;---
g) Azul: Para o Espírito Santo (Vigília de Pentecostes), para as Festas e Memórias da Virgem Santa Maria, para as Festas e Memórias dos Santos Anjos;---
h) Rosa: Usada no Domingo III do Advento (Gaudete) e na sua semana, e no Domingo IV da Quaresma (Laetare) e na sua semana.---
i) Cores Alitúrgicas: apesar de não estarem presentes no calendário da ICOH, havendo pedido e dispensa superior, podem os clérigos requerer ao seu Hierarca directo: a faculdade de usar a cor Rosa nas Festas de Santa Rita de Cássia (22 de Maio), Santa Isabel de Portugal (4 de Julho) e Santa Filomena (10 de Agosto); Violácea (Cor de Vinho) para as Três Semanas da Septuagésima, para a Festa das Cinco Chagas de Cristo (7 de Fevereiro), para as Festas da Santa Cruz (3 de Maio e 14 de Setembro), e memórias da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo; da cor Castanha nas Festas e Memórias de São Pio de Pietrelcina (23 de Setembro), São Francisco de Assis (4 de Outubro), Santa Teresa de Ávila (15 de Outubro), São Pedro de Alcântara (20 de Outubro), São Frei Galvão (26 Outubro), São Nuno Santa Maria (6 de Novembro), São João da Cruz (14 de Dezembro), Santa Macrina, a Maior (14 de Janeiro, de São Paulo de Tebas (15 de Janeiro), dos Santos Mártires de Marrocos (16 de Janeiro), de Santo Antão (17 de Janeiro), São Macário do Egipto (19 de Janeiro), Santa Blesila de Roma (22 de Janeiro), Santa Paula de Roma (26 de Janeiro), Santa Marcela de Roma (31 de Janeiro), Santa Brígida da Irlanda (1 Fevereiro), Santa Maria Egipcíaca (22 de Abril), Santo Onofre (12 de Junho), Santo António de Lisboa (13 de Junho), Santa Macrina, a Jovem (19 de Julho).---
(continua)
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